O mundo velho, aquele que conhecemos está morrendo de velhice. Nós, que nascemos, criamos, ganhamos, perdemos e fomos felizes ou infelizes nele, cansamos dele e vivemos espantados com o mundo novo que desconhecemos. Ainda.
Mundo que se desconfia. Confiável.
O mundo velho tem hábitos vergonhosos nas políticas e dos políticos;
o mundo novo tem nojo.
O mundo velho burocratiza. O novo pirateia.
O mundo velho tem estações.
O novo tem horário de verão.
O mundo velho desmata, o novo refloresta.
O mundo velho toma chá na academia; o novo feicebuqueia.
O mundo velho guarda dinheiro, o novo gasta.
O mundo velho astronômico; o novo gastrônomico.
O mundo velho fez música; o novo fará teatro.
O mundo velho fez rock in Rio; o novo contesta Einstein.
O mundo velho convive com a miséria; o novo quer transparência para asfixiá-la.
O mundo velho é amor e sexo.
O novo é sexo e amor.
O mundo velho intuição; o novo, conhecimento.
O mundo velho, gêneroso; o novo, eficiência.
No mundo velho o pai era o Aurélio; no novo, o Google é pai.
O mundo velho é analógico, o novo, por enqunto, é digital.
O mundo velho sofre nas filas do SUS, dos bancos e dos serviços públicos.
O novo cai na rede e encurta distâncias.
O mundo velho cria partidos; o novo derruba ministros.
O mundo velho chora a morte dos seus filhos;
o novo não vai ao enterro porque sabe que os mortos enterram seus mortos.
O mundo velho conta mortos; o novo reorientará a civilização.
O mundo velho totalitarizou; o novo libertará.
Fonte: e o mundo velho acabou/ revistaminuto/aninha franco/grupoatarde




























































