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27 setembro 2010

Parábola do Tijolo

Parábola do Tijolo

Muitas vezes corremos tanto nessa vida que nem percebemos as coisas e pessoas ao nosso redor.

 

Hoje trago uma parábola para refletirmos sobre ter mais atenção, correr menos e perceber o mundo a nossa volta.
 
Um jovem e bem sucedido executivo estava dirigindo pela vizinhança, em seu novo jaguar. Ele estava observando se crianças estariam se lançando entre os carros estacionados e diminuiu um pouco a velocidade quando de repente achou que havia visto algo.

Enquanto seu carro passava nenhuma criança apareceu. Ao invés disto, um tijolo se espatifou na porta lateral do jaguar. Ele freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde havia vindo o tijolo. Pulou do carro, e pegou bruscamente uma criança e a empurrou contra um carro estacionado gritando:

- Que que é isso? Quem é você? Que porcaria você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro e aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?

- Por favor senhor, por favor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer, ninguém estava disposto a parar de correr e me atender neste local.

Lágrimas corriam de seu rosto e ele apontava na direção dos carro estacionados.

- É meu irmao, ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.

Soluçando, o menino perguntou ao executivo:

- O senhor poderia me ajudar a recolocá-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.

Movido internamente muito além das palavras, o motorista engoliu o nó imenso em sua garganta. Ele levantou o jovenzinho, o colocou em sua cadeira de rodas, tirou seu lenço e limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo iria ficar bem.

- Obrigado e que Deus possa abençoá-lo, disse a criança.

O homem entao viu o menino se distanciar, empurrando seu irmão na cadeira de rodas em direção à sua casa. Foi um longo caminho de volta para o seu jaguar… um longo e lento caminho de volta.

Ele nunca consertou a porta amassada. Ele deixou o amassado para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atençao.

Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações. Algumas vezes quando não temos tempo de ouvir, ELE tem de jogar um tijolo em nós.

Tente ouvir o sussurro, nao espere pelo tijolo. Uma alegria compartilhada se transforma em dupla alegria; uma dor compartilhada, em meia dor. O coração fala sussurrando… é preciso muita atençao para ouví-lo !

Caros amigos!! Não espere o tijolo ser atirado em sua vida para perceber que muitas pessoas precisam de nossa ajuda, seja solidário, lembre-se que um grande ser humano é lembrado por suas boas ações. Desta forma, você estará fazendo o bem para si mesmo e para o mundo!!

Um forte abraço!!



Fonte: Velho Sábio.
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19 maio 2010

Valorização das Tarefas

Conta-se que, em certa localidade, havia dois irmãos. Um, desde cedo se aprimorou nas ciências, estudando e trabalhando com afinco. Conquistou um bom emprego como ministro do rei.

O outro não desejou estudar e, dadas as necessidades, empregou-se como remador. Mas vivia reclamando da boa vida do irmão e da nulidade que era a sua.
Certo dia o rei realizou uma viagem, com seu ministro, e utilizou justamente o barco onde ele servia como remador.
Durante todo o dia, o rei observou-o a reclamar da sua má sorte e da boa estrela do irmão, sentado confortavelmente ao lado do monarca.

Quando caiu a noite e eles atracaram em um porto, o rei o chamou e lhe disse: Ouvi um barulho na margem esquerda. Você pode verificar de que se trata?

O remador foi ao local e voltou dizendo que o que o soberano ouvira fora os ruídos de uma gata dando à luz.
E quantos gatos ela pariu? - Perguntou o rei.

O remador saiu a correr e retornou com a resposta: São cinco, meu senhor.

Quantos machos e quantas fêmeas? - Tornou a perguntar o rei.

Retornou o remador, voltando com a resposta mais tarde:

Senhor, são três fêmeas e dois machos.

E a quem pertencem? - Indagou de novo o governante.

Cansado, foi novamente o remador até o local para descobrir que pertenciam a um velho barqueiro.

Então, o monarca chamou pelo seu ministro, irmão do remador e lhe fez o mesmo pedido:
Ouvi ruídos na margem esquerda.Pode verificar e me informar do que se trata?
Algum tempo depois, retornou o ministro com a resposta:

- Senhor, o ruído ouvido por Vossa Alteza foi de uma gata dando à luz cinco filhotes: três fêmeas e dois machos. A gata pertence a um velho barqueiro, com quem falei. Ele me disse que, tão logo tenham sido desmamados os filhotes, ele se sentirá honrado em presenteá-lo com um deles, se for do seu agrado.

O soberano olhou para o remador e disse:

- Percebeu, meu filho, por que cada um de nós possui uma tarefa diferente a realizar? Cada um realiza aquilo para o que possui melhores qualidades. Uns mandam, outros executam.

- Uns estudam e alcançam grandiosidades. Outros realizam o trabalho braçal, por se adaptarem bem a essa tarefa. Contudo, são todos importantes.

- Volta ao teu trabalho e deixa de reclamar. Teu irmão mereceu o posto que lhe dei, que muito lhe exige.

- Por tua vez, executa com amor o teu trabalho e o dignificarás. Pensa em quantas vidas transportas na tua embarcação e pelas quais és responsável. Não te desvalorizes, nem a tua tarefa. cresce, executando-a.

A profissão é também uma forma de servir à Humanidade, enquanto o Espírito se encaminha para Deus.

É oportunidade de crescimento e de aprimoramento. Não desprezemos a tarefa que nos compete, por mais insignificante que nos pareça.

Sorrir abre caminhos, desarma os mal-humorados, contamina.
Mas sorria com a alma,
não apenas com os lábios.
Fonte: texto recebido via email/Luciano Maia
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03 maio 2010

Vocabulário para os netos


Adeus: É quando o coração que parte deixa a metade com quem fica.

Amigo: É alguém que fica para ajudar quando todo mundo se afasta.

Amor ao próximo: É quando o estranho passa a ser o amigo que ainda não abraçamos.
 
Caridade: É quando a gente está com fome, só tem uma bolacha e reparte.

Carinho: É quando a gente não encontra nenhuma palavra para expressar o que sente e fala com as mãos, colocando o afago em cada dedo. 

Ciúme: É quando o coração fica apertado porque não confia em si mesmo.

Cordialidade: É quando amamos muito uma pessoa e tratamos todo mundo da maneira que a tratamos.
 
Doutrinação: É quando a gente conversa com o Espírito colocando o coração em cada palavra.
 
Entendimento: É quando um velhinho caminha devagar na nossa frente e a gente estando apressado não reclama.
 
Evangelho: É um livro que só se lê bem com o coração.
 
Evolução: É quando a gente está lá na frente e sente vontade de buscar quem ficou para trás.

Fé: É quando a gente diz que vai escalar um Everest e o coração já o considera feito.
 
Filhos: É quando Deus entrega uma jóia em nossa mão e recomenda cuidá-la
 
Fome: É quando o estômago manda um pedido para a boca e ela silencia.

Inimizade: É quando a gente empurra a linha do afeto para bem distante.

Inveja: É quando a gente ainda não descobriu que pode ser mais e melhor do que o outro.

Lágrima: É quando o coração pede aos olhos que falem por ele.

Lealdade: É quando a gente prefere morrer que trair a quem ama.

Mágoa: É um espinho que a gente coloca no coração e se esquece de retirar.

Maldade: É quando arrancamos as asas do anjo que deveríamos ser.

Mediunidade com Jesus: É quando a gente serve de instrumento em uma comunicação mediúnica e a música tocada parece um noturno de Chopin.

Morte: Quer dizer viagem, transferência ou qualquer coisa com cheiro de eternidade.

Netos: É quando Deus tem pena dos avós e manda anjos para alegrá-los.

Obsessor: É quando o Espírito adoece,manda embora a compaixão e convida a vingança para morar com ele.

Ódio: É quando plantamos trigo o ano todo e estando os pendões maduros a gente queima tudo em um dia.

Orgulho: É quando a gente é uma formiga e quer convencer os outros de que é um elefante.

Paz: É o prêmio de quem cumpre honestamente o dever.

Perdão: É uma alegria que a gente se dá e que pensava que jamais a teria.

Perfume: É quando mesmo de olhos fechados a gente reconhece quem nos faz feliz.

Pessimismo: É quando a gente perde a capacidade de ver em cores.

Preguiça: É quando entra vírus na coragem e ela adoece.

Raiva: É quando colocamos uma muralha no caminho da paz.

Reencarnação: É quando a gente volta para o corpo, esquecido do que fez, para se lembrar do que ainda não fez.

Saudade: É estando longe, sentir vontade de voar, e estando perto, querer parar o tempo.

Sexo: É quando a gente ama tanto que tem vontade de morar dentro do outro.

Simplicidade: É o comportamento de quem começa a ser sábio.

Sinceridade: É quando nos expressamos como se o outro estivesse do outro lado do espelho.

Solidão: É quando estamos cercado por pessoas, mas o coração não vê ninguém por perto.

Supérfluo: É quando a nossa sede precisa de um gole de água e a gente pede um rio inteiro.

Ternura: É quando alguém nos olha e os olhos brilham como duas estrelas.

Vaidade: É quando a gente abdica da nossa essência por outra, geralmente pior.

Texto retirado do livro “o homem que veio da sombra” de Luiz Gonzaga Pinheiro

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30 abril 2010

Velas Acesas

Quatro velas estavam queimando calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo entre elas.


A primeira disse:

- Eu sou a Paz, e apesar da minha luz, as pessoas não conseguem manter-me acesa. Em seguida, a sua chama, devagarzinho, se apagou totalmente.


A segunda disse:

- Eu me chamo! Infelizmente sou supérflua para as pessoas. Elas não querem saber de Deus, por isso não faz sentido continuar queimando. Ao terminar sua fala, um vento bateu levemente sobre ela, e a chama se apagou.

 Baixinho e triste a terceira vela se manifestou:

- Eu sou o Amor! Não tenho mais forças para queimar.
As pessoas me deixam de lado, porque só conseguem enxergar elas mesmas, esquecem até daqueles que estão à  sua volta. E também se apagou.

De repente, chegou uma criança e viu as três velas apagadas ...

- Que é isto? Vocês devem ficar acesas e queimar até o fim.


Então a quarta vela falou:

- Não tenhas medo, criança. Enquanto eu estiver acesa, poderemos acender as outras velas.


Pausa para reflexão:

 Quando apagamos as chamas da Paz, e Amor, ainda assim, nem tudo está perdido ... Alguma coisa há de ter restado dentro da gente. E isto tem que ser preservado, acima de tudo ... Então a criança pegou a vela da Esperança e acendeu novamente as que estavam apagadas...

 Que a vela da Esperança nunca se apague dentro de você. Ela é a nossa luz no fim do túnel. O caminho da felicidade precisa, antes, ser pavimentado com esperança ... A felicidade nem sempre bate à nossa porta. Para tê-la é preciso uma busca incessante, e ao encontrá-la ter a coragem de trazê-la para dentro de nós!


Desejo que a vela do Amor, da Esperança e da Amizade nunca se apague em sua vida!
Uma vela não pedre  sua  chama nem o seu calor acendendo uma outra.  Não deixe que sua chama se apague...mantendo-a acesa, poderá multiplicar o calor e acender outras velas...

Bom final de semana...

Tem textos e Imagens, poemas Deste post., hospedados OS Estão os OS nd Própria Internet. Caso Alguém Sinta-se lesado Pela Não Autoria da citação, basta Fazer Contato Que daremos OU OS Créditos Uma postagem tiramos do ar. Desde Já, Agradecemos à Compreensão e Colaboração de Todos. Obrigada.

26 abril 2010

Um toque de luz e cor

Para termos uma semana mais radiante ...
Um toque vermelho .....para irradiar energia, sensualidade e paixão.
Um toque laranja......para receber alegría, calor e criatividade.
Um toque amarelo....para expandir inteligência, entusiasmo e aumentar o teu otimismo.
Um toque rosa....para compartilhar o amor de teu coração.
Um toque azul... ...para equilibrar, tranquilizar, aumentar tua autoconfiança e intuição.
Um toque verde... ... .para equilibrar teu bio-rítmo e curar
....para transmutar energias negativas em positivas e reforçar teu caminho espiritual.
Um toque branco....para aumentar tua paz interior e tua pureza de espírito.
Imagine uma pirâmide de luz dourada ao redor do teu corpo
...para fortalecer e manter tua energia em perfeito equilíbrio.

 Imagine uma pirâmide de luz prateada ao entorno de teu corpo
...Recarregará tua energia com a guarnição divina.

Muita LUZ e PAZ para para que você possa vivenciar o amor em toda sua magnitude
...Tenha uma boa semana.



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21 abril 2010

Educação Cherokee

Você conhece a lenda do ritual de passagem da juventude dos índios Cherokees?
O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho.

O filho se senta sozinho no topo de uma montanha a toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte.

Ele não pode gritar por socorro para ninguém.
Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem.

Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado.
Ele pode ouvir toda espécie de barulho.
Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele.
Talvez alguns humanos possam feri-lo.
Os insetos e cobras podem vir picá-lo.

Ele pode estar com frio, fome e sede.
O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele se senta estoicamente, nunca removendo a venda.

Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente...

Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida.
Ele então descobre seu pai sentado na montanha perto dele.
Ele estava a noite inteira protegendo seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos!

Mesmo quando não percebemos Deus está olhando para nós, 'sentado ao nosso lado'.
Quando os problemas vêm, tudo que temos a fazer é confiar que ELE está nos protegendo.

E evite tirar a sua venda antes do amanhecer...

Moral da história:

Apenas porque você não vê Deus, não significa que Ele nao esteja conosco.
Nós precisamos caminhar pela nossa fé, não com a nossa visão materialista.
 

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19 abril 2010

Viagem de Trem


Dia desses, li um livro que comparava a vida a uma viagem de trem.
Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada. Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques...

Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto.

Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores. Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe. Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso.

Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles. O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar.

Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta. Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e, provavelmente, precisaremos entender isso.

Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E, certamente, alguém nos entenderá. O grande mistério é que não sabemos em qual parada desceremos. E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim. Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram. E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa. Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas.

Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...
Quem entrará? Quem sairá?

Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar. Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.

Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros".

Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo....

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11 abril 2010

É facil ser bom, difícil é ser justo

AUXÍLIO MÚTUO


Em zona montanhosa, através de região deserta, caminhavam dois velhos amigos, ambos enfermos, cada qual a defender-se, quanto possível, contra os golpes do ar gelado, quando foram surpreendidos por uma criança semimorta, na estrada, ao sabor da ventania de inverno.

Um deles fixou o singular achado e exclamou irritadiço:

Não perderei tempo. A hora exige cuidado para comigo mesmo. Sigamos à frente.

O outro, porém, mais piedoso, considerou:

Amigo, salvemos o pequenino. É nosso irmão em humanidade.

Não posso, - disse o companheiro, endurecido, - sinto-me cansado e doente.

Este desconhecido seria um peso insuportável. Temos frio e tempestade. Precisamos chegar à aldeia próxima sem perda de minutos.

E avançou para diante em largas passadas.

O viajante de bom sentimento, contudo, inclinou-se para o menino estendido, demorou-se alguns minutos colando-o paternalmente ao próprio peito e, aconchegando-o ainda mais, marchou adiante, embora menos rápido.

A chuva gelada caiu metódica, pela noite adentro, mas ele, amparando o valioso fardo, depois de muito tempo atingiu a hospedaria do povoado que buscava.

Com enorme surpresa, porém, não encontrou aí o colega que havia seguido à frente.

Somente no dia seguinte, depois de minuciosa procura, foi o infeliz viajante encontrado sem vida, numa vala do caminho alagado.

Seguindo à pressa e a sós, com a idéia egoísta de preservar-se, não resistiu à onda de frio que se fizera violenta e tombou encharcado, sem recursos com que pudesse fazer face ao congelamento.

Enquanto que o companheiro, recebendo, em troca, o suave calor da criança que sustentava junto do próprio coração, superou os obstáculos da noite frígida, salvando-se de semelhante desastre.

Descobrira a sublimidade do auxílio mútuo... Ajudando ao menino abandonado, ajudara a si mesmo.

Avançando com sacrifício para ser útil a outrem, conseguira triunfar dos percalços do caminho, alcançando as bênçãos da salvação recíproca.

As mais eloqüentes e exatas testemunhas de um homem, perante o Pai Supremo, são as suas próprias obras.

Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo.
O coração que amparamos constituir-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ninguém duvide.

Um homem sozinho é simplesmente um adorno vivo da solidão, mas aquele que coopera em benefício do próximo é credor do auxílio comum.

Ajudando, seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a Lei Divina.

Bom Domingo a Todos..

Fonte: Texto recebido via email / Autor Desconhecido
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