02 fevereiro 2012

Hoje é dia de festa no mar Odoya!

A tradição da festa na cidade de Salvador em homenagem a Yemanjá teve início no ano de 1923, quando um grupo de 25 pescadores resolveu oferecer presentes para a mãe das águas. Nesta época os peixes estavam escassos no mar. Todos os anos os pescadores pedem a Yemanjá que lhes dê fartura de peixes e um mar tranquilo. No início, a celebração era feita em conjunto com a Igreja Católica, numa demonstração do sincretismo religioso da Bahia.

Na década de 1960, na capital baiana, um padre teria ofendido os pescadores, chamando-os de ignorantes por cultuarem uma sereia. O ocorrido provocou um rompimento com a igreja e a partir daí os pescadores passaram a realizar a festa apenas em homenagem a Yemanjá.

Para entender melhor a história da Rainha das Águas, Yemanjá  e sua importância dentro da religião afro-brasileira e da cultura baiana, uma das interpretações  extraido de um texto de Pierre Verger.

"Conta à tradição dos povos iorubás (atual Nigéria), que Iemanjá era a filha de Olokum, deus do mar. Em Ifé, tornou-se a esposa de Olofin-Odudua, com o qual teve dez filhos, todos orixás. De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos. Cansada da sua estadia em Ifé, Yemanjá fugiu na direção do “entardecer-da-terra”, chegando a Abeokutá Yemanjá continuava muito bonita. Okerê propôs-lhe casamento. Ela aceitou com a condição que ele jamais ridicularizasse a imensidão dos seus seios.

Um dia, Okerê voltou para casa bêbado. Tropeçou em Yemanjá, que lhe chamou de bêbado imprestável. Okerê então gritou: “Você, com esses peitos compridos e balançantes!” Ofendida, Yemanjá fugiu. Okerê colocou seus guerreiros em perseguição e Yemanjá, vendo-se cercada, lembrou que tinha recebido de Olokum uma garrafa, com a recomendação que só abrisse em caso de necessidade. Iemanjá tropeçou e esta quebrou-se, nascendo um rio de águas tumultuadas, que levaram Yemanjá em direção ao oceano, residência de Olokum.

Okerê, tentou impedir a fuga de sua mulher e se transformou numa colina. Yemanjá, vendo bloqueado seu caminho, chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos, que lançou um raio sobre a colina Okerê, que abriu-se em duas, dando passagem para Iemanjá, que foi para o mar, ao encontro de Olokum.

As descrições são variadas, mas há um predomínio de que a Yemanjá  usa roupas cobertas de pérola, tem filhos no mundo inteiro e está em todo lugar onde chega o mar. Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la. Yemanjá, Odô Ijá (rainha das águas), nunca mais voltou para a terra. Ainda existe, na Nigéria, uma colina dividida em duas, de nome Okerê, que dá passagem ao rio Ogun, que corre para o oceano.”




Fonte: culturabaiana.com.br
Vídeo: youtube.com.br

4 comentários:

Malu Muniz disse...

Salve Deus! Salve Yemanjá! Odocibá, Yemanjá, Odoiá!
Linda Postagem Josy! é de arrepiar!!
O azul do mar, traz sempre boas vibrações!! Capazes de harmonizar até corações, e almas embrutecidos.
Parabéns Garota! Yemanjá é Rainha!! e,
Marisa Monte, é "A Cara!" (hoje em dose dupla). Show de bola!!
Bjão, e como uma boa baiana, curta bastante a Festa de yemanjá!

Beth Muniz disse...

Salve, Salve!
A Bahia, África e Yemanjá.
Dia dois de fevereiro, dia de festa no mar...
Salve Josy!
Beijo.

Sissym disse...

Salve! Salve Yemanjá!
Adorei a sua postagem, amiga!
É festa, e estamos aqui!

Beijos

bernar55 disse...

Oi salve Yemanjá rainha das aguas que neste azul celeste traga paz e harmonia a todos nós.

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