02 setembro 2009

Ao Amor Antigo

Hohe, o poema de Carlos Drummond de Andrade ao Amor Antigo.


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.
O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.
Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.
Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

1 comentários:

Anônimo disse...

COMPARO ESSE POEMA, AO AMOR QUE SINTO POR...
QUANTO MAIS O TEMPO PASSA, MAIS ELE FICA MAIS FORTE, COMO UM BOM VINHO. VALEU JOSY! MUITO BOM! EU

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